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O «novo» 1º de Maio

  • Por João Mouga Vieira
  • 03 de Maio, 2015
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É talvez a greve menos apoiada por trabalhadores de todos os sectores, dentro e fora da empresa.

Talvez por ser marcada após um acordo assinado por sindicatos e administração da empresa agora semi - paralisada, há menos de 5 meses;

Talvez porque aqueles que estão a paralisar a empresa, sejam de longe os seus empregados mais bem remunerados, por pertencerem a uma classe profissional de elite ;

Talvez porque alguns entendam que a empresa pode vir a ser ainda mais destruída pela greve que, como quase todas as greves, servem para prejudicando as empresas (os patrões), beneficiarem no futuro os empregados, sendo que neste caso beneficiarão os empregados mais bem pagos e com mais regalias, com o receio de todos os outros de verem diminuídos ou mesmo cessados os seus direitos, pela via do despedimento que vem sendo anunciado.

Importa desde já referir que este é um direito que assiste aos pilotos, concordemos ou não com a greve que levam a efeito. Como assiste aos governos, mediante determinadas condições proceder à requisição civil dos pilotos em greve. São estas as regras da democracia de direitos sociais e laborais em que vivemos, e que tem sido sufragada eleição após eleição, desde Abril de 1975.

Mas o que leva então um secretário geral de uma central sindical a apelidar de «corporativismo bacoco» a luta dos pilotos e  a considerar que "uma coisa são os direitos, outra coisa é isto, que não é um direito"  e «pode colocar em causa a sustentabilidade da empresa» e um antigo presidente do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil, dizer que a greve de dez dias que começou a ser cumprida pelos pilotos tem "uma dimensão e desproporção que não faz sentido absolutamente nenhum", acrescentando que a paralisação não foi explicada "aos trabalhadores nem às outras pessoas".

Beneficiarão de momento aqueles que sendo mais bem remunerados e estando na escala dos direitos num patamar mais elevado têm ao mesmo tempo mais poder reivindicativo?

Que 1º de Maio celebraremos no futuro?

Artigo escrito por João Paulo Dinis

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