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Liberdade, Igualdade, Fraternidade

  • Por João Mouga Vieira
  • 18 de Novembro, 2015
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Quando, atónitos vemos, ouvimos e sentimos o horror da barbárie provocada pelos ataques terroristas do movimento ISIS (Islamic State of Iraq and Syria) em todo o mundo, perpetrados contra pessoas indefesas e muitas delas jovens, ficamos emocionalmente perturbados pela irracionalidade destes atos.

Recuando na nossa caminhada civilizacional percebemos que a história é feita de avanços e recuos e que a natureza humana é muitas vezes perversa.

Em Agosto de 1789 num dos momentos de verdadeira revelação, os representantes do povo francês na Assembleia Nacional Constituinte, inspirados nos pensamentos iluministas, bem como na Revolução Americana, aprovaram a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, sintetizando em dezassete artigos os ideais revolucionários da primeira fase da Revolução Francesa.

Esta Declaração serviu de inspiração para as constituições francesas de 1848 e para a atual. Também foi a base da Declaração Universal dos Direitos Humanos pelas Nações Unidas.

No seu primeiro artigo refere que “Os homens nascem e são livres e iguais em direitos. As distinções sociais só podem fundamentar-se na utilidade comum”.

Consubstancia de forma clara os princípios da liberdade, igualdade e fraternidade.

Na minha formação, como certamente na de tantos concidadãos, entendi e escolhi estes princípios e valores fundamentais para a minha vida.

São os pilares estruturantes daquilo em que acredito, defendo e que tenho passado na educação dos meus filhos.

Nessa aprendizagem incluí também o princípio de que a minha liberdade termina quando começa a liberdade do outro e o respeito pela diversidade de opiniões e pelas escolhas informadas de cada um, desde que realizadas em consciência e tendo em conta o bem comum e não apenas o bem-estar individual.

Mais tarde no meu crescimento e na nossa caminhada coletiva tivemos a felicidade de conquistar, através da revolução de Abril de 1974 em Portugal, um novo estádio de desenvolvimento coletivo que permitiu estabelecer liberdades democráticas e promover transformações políticas, sociais e económicas que possibilitaram o desenvolvimento do nosso país.

Os recentes atentados, não só em Paris mas no Líbano, Egito e tantos outros põem em causa não só estes princípios mas também a incapacidade dos Estados e dos seus Estadistas se unirem em relação a causas fundamentais da nossa civilização, infelizmente quase sempre focados nas suas agendas e nos seus interesses particulares.

Saber entender as divergências e tratar de forma ponderada do que é mais importante, é o que neste momento é o mais relevante.

Mais do que as diferenças é fundamental unirmo-nos naquilo que é fundamental. Por isso os excessos e falta de bom senso manifestado quer nas opiniões que temos vindo a observar no contexto da nossa política interna, quer nestes acontecimentos dramáticos, baseados quase sempre naquilo que nos divide e não no que nos une,

 Os princípios da nossa civilização estão em causa. É fundamental defender a liberdade, a igualdade e a fraternidade, com firmeza, justiça e equilíbrio.

Artigo escrito por João Mouga Vieira

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