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Evolução, inovação e disrupção nos negócios

  • Por João Mouga Vieira
  • 05 de Setembro, 2017
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A evolução nos negócios tem vindo a mostrar de forma cada vez mais presente a incorporação de novas tecnologias e a transformar a organização, os processos e a forma de relacionamento e criação de valor para todos os stakeholders.

Apesar de muitas transformações tecnológicas a que associamos esta evolução já estarem disponíveis e até fazerem parte do nosso dia a dia, como a internet, a digitalização, a automatização e a robotização, no futuro próximo muitas delas vão acontecer no universo dos negócios e na nossa forma de trabalhar e conviver no dia a dia.

Quando se pensa em exemplos de negócios disruptivos é preciso ter em conta um conjunto de características que vão muito para além da inovação tecnológica. A Uber, por exemplo não é segundo o modelo do Prof. Clayton Christensen um negócio disruptivo, pois não alterou significativamente o modelo de negócio, apesar de ter mudado de forma marcante, através da tecnologia, o negócio do transporte de passageiros que tradicionalmente opera de forma diferente.

Num universo que se transforma todos os dias mostrando cada vez mais consumidores e clientes informados e exigentes, cada indivíduo procura o que é mais eficaz, mais rápido, mais adequado e económico para si. Por isso nem sempre o desejo do cliente recai no mais inovador, mais completo, mais perfeito e mais avançado fruto de processos de inovação incremental e sustentada. Pode escolher simplesmente a solução que apresenta as caraterísticas essenciais e lhe oferece o melhor equilíbrio e relação entre as suas necessidades, tipo de utilização, facilidade de uso, conveniência, disponibilidade e o preço que está disposto a pagar.

Quantos de nós desconhecemos ou não utilizamos muitas das funções de um determinado produto, equipamento ou serviço. Pois bem o caminho aqui através da inovação disruptiva é oferecer a cada cliente o que ele “de facto” necessita. Portanto a lógica tende a ser contexto disruptivo centrada cada vez mais em nichos de mercado e não “a solução perfeita para todas as situações” com custos muito mais elevados.

A ideia é que cada cliente pode ter acesso a exatamente aquilo que procura e a um preço e qualidades mais reduzidas e não àquela novidade que a grande multinacional desenvolveu e que agora apresenta como a referência.

Quando pensamos na evolução que ocorreu nos últimos anos por exemplo das máquinas de escrever, processadores de texto e os computadores pessoais, percebemos uma transformação dramática neste tipo de negócios. Efetivamente os “especialistas e donos desse setor” neste caso o das máquinas de escrever, usadas basicamente por secretárias e escriturárias, desenvolveram produtos bastante mais eficazes do que qualquer das outras alternativas para um trabalho intensivo, sobretudo no seu início. Com o tempo e o desenvolvimento das características, esses produtos ganharam popularidade e mercado, acabando por destruir todo um setor. Outro exemplo é o mercado da fotografia analógica onde grandes empresas como a Kodak, com posição dominante no seu setor, não valorizaram as ameaças do digital até porque teria “pouca qualidade e potencial de crescimento”. O futuro mostrou exatamente o contrário. Um outro exemplo, noutro setor é o do aluguer de vídeos da empresa Blockbuster que muitos de nós recordamos e que também desapareceu com a introdução de novos modelos de negócio e tecnologias diferentes.

Estas reflexões são fundamentais para analisarmos a forma como pretendemos estar no mercado hoje e no futuro e como olhamos para a evolução, a inovação, as oportunidades e ameaças que se apresentam.

Não basta afirmar que somos ou pretendemos ser inovadores ou disruptores porque é “cool” e gostamos de tecnologia de última geração.

É fundamental fazer escolhas e perceber bem qual é o nosso cliente, o que é que ele valoriza, com o que é que está insatisfeito e qual deverá ser no futuro a nossa proposta de valor e o nosso posicionamento no mercado.

Veja também este curto vídeo sobre Disruptive Inovation da Harvard Business Review

Artigo escrito por João Mouga Vieira para BusinessPoint

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