+351 211 317 015
Siga-nos:

A Estratégia, os Cenários e a Realidade

  • Por Luís Elvas Martins
  • 01 de Dezembro, 2015
  • Comentários

Nos conturbados tempos que vivemos, a permanente transformação da chamada envolvente contextual constitui um fator da maior importância na definição de estratégias empresariais consistentes, uma vez que dela depreende, em grande medida, a sua sustentabilidade de médio e longo prazo.

Na realidade, muitas das nossas decisões são limitadas (ou deveriam sê-lo) por um conjunto de variáveis, que efetivamente não controlamos nem influenciamos, mas que determinam, de forma decisiva e permanente, a performance dos negócios. Muitos de nós, apesar de conhecedores da sua importância, só tomámos verdadeiramente consciência das consequências de não as termos considerado, ao acordarmos para realidades, com que provavelmente não teríamos sido confrontados, se as nossas opções tivessem sido tomadas de forma “mais consciente”.

Nos seus múltiplos aspetos, de natureza Política, Económica, Social, Tecnológica, Ambiental e Legal (PESTAL), a análise da envolvente contextual, pelo papel que desempenha no sucesso ou insucesso dos projetos empresariais, adquire uma importância essencial, não apenas, na definição das estratégias de negócio, como na sua reformulação, tendo em conta, as profundas e velozes transformações que se têm vindo a operar e as que se perspetivam, neste complexo puzzle, em que nos inserimos, uma vez que a realidade raramente se traduz numa aderência perfeita aos cenários em que se basearam as estratégias definidas.

O conhecimento dos riscos e das oportunidades decorrentes de um sistema, cada mais globalizado, de que somos parte e a sua constante monitorização, constitui um aspeto fulcral para a tomada lúcida de decisões e a antecipação das dificuldades, com que, tantas vezes, nos deparamos.

Mais do que nos centrarmos na raiz do problema procurando  identificar responsáveis, devemos entender a sua natureza, perceber as tendências e o impacto destas variáveis, concentrando energias na necessidade de antecipar os riscos, transformando-os em oportunidades, proporcionando aos Clientes e ao Mercado propostas de valor consistentes, que estes percecionem e valorizem.

Exemplos, relativamente recentes, demonstram bem a importância das organizações se prepararem para eventualidade de virem a ser afetadas, em maior ou menor grau, pelas ondas de choque provocadas pelo desencadear de acontecimentos que não controlamos nem influenciamos. As crises do subprime, da divida soberana, cujos efeitos foram devastadores na economia e que tanta destruição de valor provocaram e ainda provocam, são disso um bom exemplo.

Convulsões politicas, instabilidade social, crises económicas, catástrofes naturais, alterações regulatórias (…) cada vez mais frequentes no mundo Globalizado, em que vivemos e responsáveis por uma dialética que determina o calvário de uns e oportunidades para outros, tornando a nossa missão ainda mais desafiante. Essas dinâmicas, por vezes violentas, são responsáveis pelas grandes transformações que têm vindo e continuarão a ocorrer no mundo em que vivemos.

Não é mais possível gerir as nossas organizações, como vivêssemos numa redoma e não existisse mundo lá fora, que é já ali ao sair da porta.

Artigo escrito por Luis Elvas Martins

[email protected]

 


Pesquisar

Categorias

Feed News

Tenha acesso gratuito a: Artigos sobre gestão, ideias e reflexões, mensagens motivacionais, campanhas exclusivas.

© 2017 Feed Business Performance. Todos os direitos reservados. Feed é uma marca registada da MedPro Consultores, Lda
Este site está escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.